Recompra de Ações: Fique atento a esta oportunidade

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Após o último artigo, alguns investidores levantaram dúvidas em relação ao processo de abertura de capital em Bolsa de Valores, portanto, dedicarei nosso espaço semanal para esclarecer as diferenças e objetivos entre os dois tipos de Oferta Pública de Ações (OPA).

As OPAs dividem-se entre as ofertas primárias e as secundárias. Como o próprio nome indica, nas ofertas públicas primárias, também conhecidas como IPO (Iniciais de Initial Public Offering), a empresa emissora distribui para o mercado, via Bolsa de Valores, novas ações pertencentes ao seu capital social.

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Enquanto que nas ofertas públicas secundárias são distribuídas aos investidores ações já existentes e negociadas no mercado secundário (Bolsa de Valores). As ofertas públicas secundárias são também conhecidas como Block Trade.

Recompra de ações
Recompra de ações

Na perspectiva da empresa emissora, ou seja, a empresa que disponibilizou suas ações para o mercado aberto, existe uma importante diferença entre as ofertas primárias e secundárias. Nas IPOs, devido ao fato de que a oferta é realizada com a emissão de novas ações ao mercado (ações estas pertencentes ao capital “fechado” da empresa), quando o investidor realiza a compra destas ações e passa a ter posse delas, existe uma transferência de recursos do investidor para a empresa emissora; portanto, esta passa por um processo de capitalização de novos recursos.

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Para abordar as ofertas públicas secundárias, precisamos compreender o funcionamento e flutuação das cotações no mercado de capitais. Exemplificando de forma prática, nas grandes crises as cotações das empresas listadas no bloco de dispersão acionárias, tendem a cair coletivamente devido ao risco sistêmico (risco inerente a todas as empresas). Os conselhos executivos destas companhias monitoram regularmente a relação entre preço de mercado e valor patrimonial. Nos momentos em que as ações de uma empresa caem, mesmo com seus faturamentos e indicadores econômicos crescentes, uma alternativa vem à tona: a recompra de ações.

O que é a recompra de ações?

A recompra de ações é um precedente aberto pela Bolsa de Valores e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para que as empresas listadas possam, dentro de um período pré determinado, comprar ações de sua própria emissão numa proporção especificada pelos órgãos normativos. Confira também os sinais de que você está com muitas dívidas para se reorganizar financeiramente.

Portanto, nos momentos em que o preço das suas ações está barato em relação ao seu crescimento real, comprar as suas próprias ações como investimento, alocando-as em tesouraria, para uma futura venda no mercado (oferta pública secundária), torna-se uma excelente alternativa de ganho de capital.

Block Trade

Este movimento de Block Trade pode ser feito com ações de outra companhia, em geral, com negócios complementares ao da sua atuação, como exemplo a Vale com as ações da Usiminas.

Para termos uma ideia prática, na crise de 2008, com a baixa generalizada das ações, aconteceu o maior programa de recompra de ações da história na BM&FBOVESPA. Muitas dessas empresas que compraram as suas ações por “x”, já as revenderam por “2x” e outras que também recompraram as suas ações, devido à recente alta da bolsa brasileira, já protocolaram na CVM o seu pedido de oferta pública secundária.

Vale destacar que devido ao forte componente emocional na tomada de decisão do investidor, provavelmente os seus futuros compradores serão os mesmos que lhe venderam por um valor depreciado no momento da crise.

Conclusão

Quando você souber que a empresa que possui, avalia ou pretende investir, estiver em um processo de recompra de ações, saiba que está diante de uma boa oportunidade, que merece ser avaliada prioritariamente frente a outras alternativas, já que empresas orientadas para o resultado não recompram as suas próprias ações por marketing ou mero capricho, mas sim por uma avaliação econômica e financeira de atratividade dos preços versus avaliação patrimonial.

Fique atento para aproveitar as oportunidades quando a próxima crise ocorrer.

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